Pequenas cenas do nosso cotidiano

Cenas simples que dizem muito sobre o cotidiano das crianças na escola. Na quadra, algumas correm atrás da bola, deixando o corpo gastar a energia que parece não ter fim. Em outro canto, pequenos grupos se formam no galinheiro: ali, algumas crianças se sentam para acolher os recém-chegados da nossa escola, os “pintinhos”. Há também quem prefira o balanço, onde meninas se embalam entre risadas soltas e gargalhadas que ecoam pelo quintal.
Cada cena revela um movimento diferente, mas todas fazem parte do mesmo tecido de convivência. Somos um grupo que circula, que se encontra em muitos momentos e espaços, mas que também descobre o quanto é bom estar junto de alguns de nós, criando laços que nascem de forma espontânea.
A escola é um dos principais lugares de construção de vínculos. Esse é um trabalho que acontece ao longo de todo o ano. Nós, professores, muitas vezes somos como pontes: ajudamos a aproximar caminhos, a favorecer encontros, a permitir que descubram gostos em comum e afinidades que surgem quase sem perceber.
Mas também é essencial que aprendam algo precioso: o quanto é bonito sermos diferentes. Cada criança carrega suas particularidades, seus gostos, suas maneiras de sentir e de estar no mundo. Somos distintos no corpo, nas emoções, nas histórias que trazemos.
Ter alguém para brincar, correr, gargalhar e compartilhar o tempo é parte importante dessa travessia. É nessa convivência que as diferenças se completam e ganham sentido. As afinidades aparecem, se transformam e às vezes, mudam num piscar de olhos, como é próprio da infância.
No fim, seguimos assim: únicos em nossas singularidades, mas pertencentes a um grupo que aprende, dia após dia, a caminhar junto.
Abraços
Thaís e Fefa

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